Hanseníase

Manchas na pele de cor parda, esbranquiçadas ou avermelhadas estão entre os principais sintomas da hanseníase.

Oi, aqui é a Lorena e preparei um artigo para alertar sobre uma doença chamada Hanseníase. Não mata, mas traz deformidades físicas se não for tratada de forma adequada e precocemente.

Desde 2016 o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro como o período para o combate à hanseníase, e fixou a cor roxa para a campanha educativa. Sendo assim, o mês de janeiro passou a ser intitulado Janeiro Roxo e é dedicado à conscientização da doença.

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Hanseníase ou lepra, nome pelo qual a enfermidade era conhecida no passado, é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, em memória de seu descobridor.

É provável que a transmissão se dê pelas secreções das vias aéreas superiores e por gotículas de saliva.

O bacilo de Hansen atua afetando a pele e os nervos periféricos, os olhos e, eventualmente, alguns outros órgãos. O período de incubação pode durar de 6 meses a 6 anos.

Como consequência, a doença leva a lesões na pele com alterações na sensibilidade e também a problemas relacionados com a força muscular.

Se não tratada precocemente, pode levar a complicações graves e, muitas vezes, incapacitantes.

A doença pode apresentar principalmente 4 formas clínicas: indeterminada, borderline ou dimorfa, tuberculóide e virchowiana. Em termos terapêuticos, somente 2 tipos são considerados: paucibacilar (com poucos bacilos) e multibacilar (com muitos bacilos).

Veja a definição de cada um desses tipos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia:

  • Indeterminada: Pacientes possuem até cinco manchas de contornos imprecisos, e, nesse caso, não há comprometimento neural. É a fase inicial da doença.
  • Tuberculoide: Paciente apresenta até cinco lesões bem definidas e um nervo comprometido.
  • Dimorfa: Paciente apresenta mais de cinco lesões, com bordos que podem estar bem ou pouco definidos, e o comprometimento de dois ou mais nervos.
  • Virchowiana: Paciente apresenta a forma mais disseminada da doença, sendo observada grande parte da pele danificada e, algumas vezes, comprometimento de órgãos, como nariz e rins.

Os principais sinais e sintomas da doença são:

  • Manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade (a pessoa sente formigamentos, choques e câimbras que evoluem para dormência, se queima ou machuca sem perceber);
  • Pápulas, infiltrações, tubérculos e nódulos, normalmente sem sintomas ;
  • Diminuição ou queda de pêlos, localizada ou difusa, especialmente sobrancelhas;
  • Falta ou ausência de sudorese no local e pele seca.

Diagnóstico

O diagnóstico de caso de hanseníase deve ser realizado na Unidade Básica de Saúde, pelo profissional médico da estratégia saúde da família, pois ele é essencialmente clínico.

O profissional médico realiza o diagnóstico por meio do exame dermatoneurológico, ou seja, através da inspeção da pele e palpação dos nervos periféricos, onde é identificado lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico).

Os exames realizados para confirmação diagnóstica são os testes de sensibilidade Térmica (quente e frio com uso de tubo de ensaio), Tátil (uso de algodão) e Doloroso (alfinete de costura com ponta fina, rombuda ou agulha de insulina).

Se necessário para auxiliar na classificação operacional do caso pode-se solicitar alguns exames complementares, como por exemplo: esfregaço intradérmico, biópsia de pele ou nervo, eletroneuromiografia.

Vale destacar que o resultado negativo do exame não descarta a doença caso o paciente apresente sintomas.

Complicações da hanseníase

A hanseníase, se não tratada inicialmente, pode evoluir para incapacitações físicas. Entre as sequelas deixadas pela doença, estão:

  • Incapacidade de elevar o pé (“pé caído”);
  • Incapacidade de extensão dos dedos e do punho (“mão caída”);
  • Incapacidade de fechar os olhos (lagoftalmo);
  • Necrose e ulceração da cartilagem do nariz (“nariz desabado”).

Tratamento da hanseníase

A hanseníase é uma doença que atualmente possui cura. No passado o doente era isolado da sociedade, e a doença, considerada um castigo, sendo associada ao pecado e à impureza. Hoje, no entanto, isso mudou e o paciente pode seguir seu tratamento em casa.

O tratamento da hanseníase é feito por meio da poliquimioterapia (PQT), que consiste na associação de vários antimicrobianos. Esse tratamento é feito gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, e o paciente não fica internado. Ele garante a completa cura da doença.

Existe vacina contra hanseníase?

Não há uma vacina específica para prevenir a hanseníase. No entanto, a vacina BCG, normalmente aplicada no nascimento para prevenir tuberculose, também reduz o risco de hanseníase, pois os agentes causadores de ambas as doenças são semelhantes.

Por isso, pessoas próximas do paciente com hanseníase que não tenham apresentado sintomas da doença podem receber recomendação para se vacinar.

A hanseníase é hereditária?

Não, mas por ser infecciosa, familiares e pessoas próximas do paciente têm risco de contrair a doença. Daí pode ter surgido a impressão de que ela conta com fatores hereditários.

Em resumo, a hanseníase é curável e o prognóstico, muito bom na maioria dos casos. Mas isso está diretamente ligado ao tempo de evolução da doença. É vital que os brasileiros estejam atentos aos sintomas e procurem assistência médica o mais rapidamente possível.

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