Como Fica a Menstruação no Climatério

A grande mudança da maturidade

Oi, aqui é a Lorena! E preparei esse artigo pois existe uma confusão bastante comum no uso dos termos menopausa e climatério. A palavra “menopausa” significa apenas o fim das menstruações.

Ela indica tão somente o fato de que a mulher não ovula mais, e só pode ser confirmada depois de um ano sem menstruar.

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Antes disso, é normal que a mulher enfrente a alternância de longos períodos sem menstruar e outros menstruando regularmente.

Isso é sinal de que ela já está vivendo o chamado “climatério”, palavra de origem grega que significa “período de crise ou mudança”.

O climatério é, assim, a fase que antecede e sucede a menopausa ( continuando por alguns anos depois do fim da menstruação), marcando o período de transição de que o corpo feminino passa da fase reprodutiva para a não reprodutiva, com a diminuição progressiva da produção dos hormônios estrogênio e progesterona.

Trata-se de uma fase programada pelo organismo, na qual se registram os vários sintomas que tanto assustam as mulheres. Sua duração é longa, podendo variar de 5 a 15 anos.

Os sintomas manifestados durante o climatério não são iguais para todas as mulheres, porque têm a ver com a programação genética de cada uma.

Como é uma fase que se estende por anos, antes e depois da menopausa, funciona como um “desligamento” gradual de muitas funções orgânicas até então ativas.

É fundamental, portanto, que toda mulher esteja atenta ao que sente ao longo do climatério, anotando tudo para relatar ao ginecologista, com o objetivo de evitar e se precaver contra eventuais complicações.

Causas

Todos os óvulos que a mulher produzirá ao longo da vida têm sua origem em células germinativas (ou folículos) dos ovários já presentes no instante do nascimento.

Essa reserva é usada desde a primeira menstruação (menarca) até a última (menopausa).

Mulher nenhuma é capaz de formar novos folículos para repor os que se foram. Quando morrem os últimos deles, os ovários entram em falência e as concentrações dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, caem irreversivelmente.

Entre outras causas possíveis da menopausa, estão as cirurgias ginecológicas que incluem a retirada dos ovários.

Diagnósticos

O diagnóstico da menopausa só pode ser feito “a posteriori”, depois que a mulher passou doze meses sem menstruar. Já o diagnóstico do climatério leva em conta os sintomas, o exame clínico e alguns exames laboratoriais de sangue.

Mamografia, Papanicolau, ultrassom transvaginal e densitometria óssea são exames complementares que devem ser repetidos com regularidade.

Sintomas do climatério

A grande maioria dos sintomas que surgem no climatério tem a ver com a diminuição progressiva da produção de hormônios, em especial o estrogênio e a progesterona. As queixas dependem de mulher para mulher.

No entanto, em muitas mulheres, a menopausa se anuncia por irregularidades menstruais, menstruações mais escassas, hemorragias, menstruações mais ou menos frequentes.

Em alguns casos, a fase da menopausa e climatério é assintomática.

No entanto, a maioria das mulheres começa a apresentar sintomas de intensidade variável já no início do climatério, sintomas que se intensificam com a diminuição progressiva das concentrações dos hormônios sexuais femininos.

Os mais comuns são:

  • Ondas de calor ou fogachos: episódios súbitos de sensação de calor na face, pescoço e parte superior do tronco, geralmente acompanhados de rubor facial, sudorese, palpitações cardíacas, vertigens, fadiga muscular. Quando mais intensos, podem impor limitações nas tarefas do dia a dia;
  • Irregularidades na duração dos ciclos menstruais e na quantidade do fluxo sanguíneo;
  • Manifestações urogenitais, tais como dificuldade para esvaziar a bexiga, dor e premência para urinar, incontinência urinária, infecções urinárias e ginecológicas, ressecamento vaginal, dor à penetração e diminuição da libido;
  • Sintomas psíquicos: a redução dos níveis de estrógeno e progesterona interfere com a liberação de neurotransmissores essenciais para o funcionamento harmonioso do sistema nervoso central. Como consequência, aumentam as queixas de irritabilidade, labilidade emocional, choro descontrolado, depressão, distúrbios de ansiedade, melancolia, perda da memória e insônia;
  • Alterações na pele, que perde o vigor, nos cabelos e nas unhas, que ficam mais finos e quebradiços;
  • Alterações na distribuição da gordura o corpo: o tecido fibroglandular mamário é substituído por tecido gorduroso que também se deposita mais na região abdominal;
  • Perda de massa óssea característica da osteoporose e da osteopenia;
  • Risco aumentado de doenças cardiovasculares: a doença coronariana é a principal causa de morte depois da menopausa.

Para aliviar as ondas de calor, pode-se recorrer, sem exageros, a dietas ricas em alimentos que contém fito-hormônios, os chamados hormônios vegetais, presentes, por exemplo, na soja, no inhame e no cará.

Não fumar, evitar bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos como caminhada, natação e hidroginástica, regularmente.

Assim, como recorrer a técnicas de relaxamento, sempre ajuda a controlar esses sintomas e todos os demais incômodos do climatério.

Para aliviar as ondas de calores, uma dica é ingerir sucos e água fria, usar roupas leves e procurar permanecer em ambientes refrigerados.

Ressecamento vaginal e perda de libido

As mucosas são tecidos cujas células também são ativadas pela presença do hormônio estrogênio.

Com a diminuição desse hormônio no organismo feminino durante o climatério, ocorre um afinamento da espessura da mucosa que reveste a vagina internamente, por causa do ressecamento da sua estrutura celular.

O processo é parecido com o que ocorre com a pele, e por isso a mucosa vaginal se torna mais fina e sensível.

O resultado é uma vagina muito fina, pouco flexível, quase atrofiada e duplamente ressecada: de um lado por causa do ressecamento das mucosas que a revestem; de outro, por causa da diminuição da lubrificação vaginal externa, antes realizadas pelas secreções sexuais e reprodutivas ativadas também pela libido e a excitação.

Todos esses fatores acabam tornando as relações sexuais dolorosas para a mulher, isso quando não provocam infecções em decorrência de sangramentos por lesões.

Para diminuir os efeitos do ressecamento vaginal existem sabonetes e cremes específicos, e até lubrificantes para o ato sexual.

Quanto à libido e ao desânimo, terapias alternativas e tratamentos psicológicos podem amenizar a situação.

Nessa fase da vida, a mulher deve descobrir novas maneiras de lidar com a sexualidade, o amor e o sexo.

Tratamento

A terapia de reposição hormonal tem a vantagem de aliviar os sintomas físicos (fogachos), psíquicos (depressão, irritabilidade) e os relacionados com os órgãos genitais (secura vaginal, incontinência urinária) no climatério.

Além disso, funciona como proteção contra a osteoporose e assegura melhor qualidade de vida para a mulher.

No entanto, existem contraindicações que devem ser criteriosamente avaliadas, tais como o risco de doenças cardiovasculares, trombose, câncer de mama e de endométrio, distúrbios hepáticos e sangramento vaginal de origem desconhecida.

Estudos mostraram que a isoflavona de soja tem ação semelhante ao estrogênio no controle das ondas de calor.

Alimentação saudável, atividade física regular, não fumar e evitar o consumo de álcool, cuidados com a saúde bucal são algumas medidas simples, que incorporadas aos hábitos diários de vida, podem ser úteis para minimizar os sintomas negativos do climatério.

Alertas

Algumas mulheres chegam à menopausa precocemente, antes dos 40 anos. E isso acontece por inúmeras causas, sendo as mais comuns a herança genética, a exposição ambiental a agressores (por exemplo, radiação quimioterapia), entre outras.

Há necessidade de acompanhamento ginecológico e, na maioria das vezes, quando não há contraindicação absoluta, indica-se a reposição hormonal.

E se a mulher passou dos 55 e ainda não chegou à menopausa? O que fazer? Esses casos são mais comuns em famílias nas quais há casos parecidos de menopausa tardia.

Essas mulheres podem ter risco aumentado para algumas doenças estrogênio-dependentes, como lesões mamárias, ovarianas e uterinas.

Durante a menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, diabetes e dislipidemias (aumento de lípides sanguíneos), além da ocorrência de osteoporose e de alguns tipos de câncer, tais como câncer de mamas, ovários e endométrio.

Em relação a gravidez, as mulheres devem estar informadas de que após a instalação definitiva do climatério, ou seja, 12 meses após a menopausa, não há mais chances de gestação natural com óvulos da própria mulher.

No entanto, caso receba óvulos doados, ela poderá gestar. Para isso, é importante estar com boa saúde.

Deixar de menstruar pode ser assustador, mas a sua qualidade de vida não precisa sair prejudicada.

Ministério da Saúde reforça que o climatério e a menopausa não são doenças, e sim ocorrências naturais do ciclo de vida de todas as mulheres.

Apresentando sintomas ou não, cuide bem da sua saúde física e mental.

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