Candidíase: Causas, Sintomas, Tratamentos e Prevenção

O que é essa doença, provocada pelo fungo Candida albicans, e o que fazer para controlá-la?

Oi, aqui é a Lorena! E preparei esse artigo para tratar de um assunto bastante comum que é a Candidíase. A candidíase é mais frequente em mulheres do que se imagina.

Ao observar a roupa íntima, a mulher note a presença de um líquido de coloração esbranquiçada ou transparente.

A candidíase é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, que se aloja comumente na área genital, provocando coceira, secreção e inflamação na região.

O micro-organismo vive normalmente no organismo sem causar danos, mas, em situações de desequilíbrio, aumenta a população e passa a ser danoso para o corpo.

Isso acontece especialmente entre as mulheres, já que o fungo habita a flora vaginal.

Trata-se do corrimento vaginal que, por si só, não representa necessariamente nenhum problema no organismo. Por isso muita atenção para distinguir entre corrimento e candidíase.

Normalmente, o corrimento pode ser provocado pela descamação da parede vaginal, pela transudação, uma espécie de suor da mucosa vaginal ou pelo funcionamento normal do aparelho reprodutor feminino.

Por isso mesmo, ele pode aumentar durante os períodos de ovulação e pós-ovulação. Apesar de ser um fenômeno normal, é preciso estar bem atenta aos sinais que seu corpo envia.

Se houver alguma mudança significativa de aspecto, seja na cor ou no odor, é importante buscar o ginecologista para descartar a presença de algum problema de saúde, como a candidíase.

Desse modo, a infecção vaginal por Candida não é considerada uma DST, estando relacionada, na maior parte das vezes, à queda da imunidade do corpo, não estando relacionada ao ato sexual.

Contudo, ela pode ser transmitida para o parceiro ou parceira através do sexo. O melhor a se fazer é esperar até o fim do tratamento para retomar a vida sexual.

Para que você possa entender melhor essa relação entre corrimento e candidíase, preparamos um post com as dúvidas mais comuns sobre o assunto.

A relação entre estresse e candidíase

Na maior parte das vezes, a culpa é do estilo de vida moderno. A resposta imunológica pode estar alterada só na vagina, por vários motivos.

Porém, pode tratar-se simplesmente de estresse. Ele aumenta a circulação de cortisol que, por sua vez, reduz as defesas aos micro-organismos, por modificação da resposta inflamatória dos tecidos.

Principais causas da Candidíase

Entre todas as espécies deste fundo, a Candida albicans é a mais comum, sendo responsável por até 90% dos casos.

Contudo, a candidíase vulvovaginal pode ser causada ora pelas espécies Candida glabrata, ora pela Candida parapsilosis, mas esses casos são incomuns e tendem a ter um quadro clínico mais brando.

A Candida é um fungo presente no corpo e que, em situações normais, o sistema imunológico impede que se prolifere de forma exagerada.

Isso só acontece não apenas quando há fraqueza do sistema imunológico, como também em casos de distúrbio da flora natural de germes.

Nesses quadros, infecções podem ser provocadas.

As zonas de infecção mais comuns se classificam em dois tipos:

– Genital Vulva, vagina e pênis;

– Extragenital Boca (afta ou sapinho), axilas, dobras da pele (por exemplo, região inguinal), a área entre os dedos dos pés, a pele abaixo das mamas (mulheres), a região das fraldas em bebês e até o esôfago (esofagite).

Nesses casos, outros fungos podem estar em ação. Mas o mais comum é a Candida.

Fatores que podem desencadear uma infecção:

  • Lesões locais;
  • Ambientes quentes e úmidos;
  • Roupa íntima apertada e de material sintético;
  • Falta ou excesso de higiene.

Principais sinais e sintomas da candidíase

Os principais sintomas da doença são:

  • Coceira vaginal;
  • Corrimento branco e espesso;
  • Ardência na região da vulva (a parte externa da vagina);
  • Leve inchaço dos lábios vaginais (também conhecidos como grandes lábios).

Além disso, a mulher acometida pode, igualmente, apresentar alguns sintomas como:

  • Ardência ao urinar;
  • Pele rachada próxima à vulva;
  • Dor durante relações sexuais.

Como é realizado o diagnóstico?

O método diagnóstico mais comum é o exame clínico, realizado durante consulta com um ginecologista.

O médico, com base nas queixas da paciente, é capaz de identificar o tipo de corrimento característico que, combinado aos sintomas presentes e eventualmente após a realização de exames adicionais, identifica a patologia.

O fungo causador da candidíase pode ser encontrado no exame de Papanicolau. Neste procedimento, é realizada uma raspagem do canal vaginal e colo do útero para análise laboratorial.

Contudo, encontrar o fungo no laudo não significa que a paciente tenha a candidíase.

Entretanto, boa parte das mulheres e até dos próprios ginecologistas assume, incorretamente, que todo e qualquer prurido genital, especialmente quando acompanhado por um corrimento vaginal, tenha origem na candidíase.

Mas é preciso cuidado, pois menos metade das mulheres com diagnóstico da doença de forma recorrente, na verdade, podem ter portadoras de outras patologias. Entre elas, alergia, hipersensibilidade local ou vaginose citolítica.

Desse modo, um diagnóstico correto é a maior garantia para o sucesso terapêutico.

Vale lembrar, inclusive, que um achado da Candida num exame de rotina, como Papanicolau, não significa necessariamente que a mulher tenha a doença candidíase vaginal clínica.

Se não houver nenhum sintoma e o exame ginecológico for normal (sem corrimento ou inflamação), a paciente não deve receber nenhum tratamento.

Nesses casos, é indicada, apenas, uma orientação médica a respeito dos fatores predisponentes.

A bacterioscopia, exame em que a secreção vaginal é analisada em laboratório, também pode auxiliar no diagnóstico.

Candidíase no homem é possível?

A candidíase nos homens não é tão comum como nas mulheres, contudo, também pode ocorrer.

Os fatores de risco são similares aos da candidíase vaginal, como sistema imunológico fraco ou uso prolongado de antibióticos, por exemplo.

Nos homens, a candidíase também pode ser reflexo de falta de higiene do pênis e do uso de fraldas geriátricas.

Vermelhidão, inchaço e dor na glande são os sintomas mais comuns, mas também podem ocorrer placas brancas, semelhantes às que ocorrem na língua nos casos de sapinho.

As lesões podem, igualmente, causar intensa coceira e ardência durante o ou após o ato sexual.

Da mesma forma que a candidíase vaginal, a candidíase no pênis pode ser tratada com antifúngicos em creme ou por via oral.

Tratamento para candidíase

O tratamento consiste em afastar os fatores de risco para evitar a reincidência da candidíase. Desse modo, é preciso suspender as relações sexuais para restabelecimento da pele e da mucosa neste período.

Além disso, são ministrados medicamentos antifúngicos por via oral e/ou cremes para tratamento local. O tempo de tratamento varia de acordo com a gravidade dos sintomas.

Nos casos de infecções que se repetem várias vezes ao ano, considerados mais raros, o médico pode optar pelo uso de antifúngico oral por um tempo mais prolongado.

Porém, tanto o diagnóstico como a determinação do melhor tratamento dependem da avaliação médica.

Formas de prevenção contra candidíase

  • Evitar o uso de absorventes diários: esses produtos podem ser vilões no combate aos fungos, pois são capazes de aumentar a temperatura da região íntima e promover abafamento local com aumento da umidade. A indicação é de que protetores diários sejam utilizados apenas durante a menstruação ou em situações específicas.
  • Usar sabonetes íntimos para higiene local: os sabonetes líquidos íntimos são recomendados por serem cosméticos formulados especificamente para a região genital. Isso acontece porque esses produtos detêm pH muito próximo ao natural e sem perfumes ou corantes agressivos à vulva.
  • Trocar roupas de banho regularmente: deve-se, inclusive, evitar permanecer com biquínis ou maiôs úmidos por tempo prolongado.
  • Lavar e secar as roupas íntimas: evitar pendurar e secar roupas íntimas no banheiro, por este é um ambiente pouco arejado e que pode deixar a peça úmida por tempo prolongado. Desse modo, o ambiente torna-se suscetível à proliferação de fungos.
  • Evitar roupas apertadas: o ideal é evitar o uso de calças muito justas ou meias calças com frequência. A preferência fica para roupas de algodão.

Quem precisa ficar atento

Todas as mulheres estão suscetíveis. Mas as pessoas com seu sistema de defesa do corpo (sistema imunológico) prejudicado por algum motivo estão mais expostas ao problema. São elas:

  • Transplantados;
  • Pessoas com diabetes;
  • Usuários de corticoides;
  • Imunodeficiência por HIV;
  • Grávidas.

Conclusão:

As causas podem ser variadas, passando por candidíase-como-reflexo-da-baixa-imunidade, uso de alguns medicamentos e presença de doenças como o diabetes.

Contudo, o tratamento costuma ser rápido durando, em média, de um a nove dias dependendo da gravidade.

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