A Infidelidade no Relacionamento

A infidelidade não é um desvio de caráter, mas um comportamento-padrão a evitar

Oi aqui é a Lorena! E preparei esse artigo para dizer que uma traição causa dor, ressentimento e brigas na vida de um casal. Mas vivenciar esse sofrimento pode trazer coisas boas. Pode ser a hora de os dois avaliarem o que há de errado e forçar uma conversa necessária.

O senso comum prega que a traição, em geral, é motivada por curiosidade, perda de interesse pelo par ou do desejo sexual, distância emocional entre o casal ou algum momento de crise no relacionamento.

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No entanto, as relações amorosas são complexas e os impulsos seguem muito mais a emoção do que a razão. Existem vários motivos que podem levar à infidelidade. Nem sempre o final é infeliz ao conhecer alguns aspectos positivos da infidelidade.

Traição pode sinalizar que há algo embaixo do tapete

A traição funciona como uma intenção inconsciente de ocultar algo quebrado na vida do casal. Quando uma infidelidade se concretiza, a ‘quebra’ do diálogo, do carinho e do sexo entre os dois já aconteceu antes.

Parece mais fácil trair do que consertar os erros. Porém, se o casal souber encarar como um sintoma de coisas não ditas que foram sufocadas, pode tentar refazer o relacionamento.

Apontar que a relação deixou de receber a devida atenção

Muitas vezes o casal acaba priorizando outras coisas na vida, como trabalho e filhos, e negligência o convívio, as expectativas do outro ou o sexo. A fantasia de que a estabilidade do casal é suficiente para que a vida a dois possa ser deixada em segundo plano é um risco.

Uma traição pode ser o alerta que faz o casal despertar e rever suas prioridades, e a forma como estão conduzindo suas vidas.

Mudar a direção do relacionamento

Muitas vezes, a partir desse alerta, o casal consegue superar a traição e fazer acertos na forma com que interage. Juntar esforços para consertar a situação pode ser o impulso que faltava para a relação ter mais vida, humor, diversão, união.

Pressão de alguém

Embora esse tipo de situação seja mais comum entre pessoas muito jovens, quem tem uma identidade muito frágil e instável pode, sim, ceder ao incentivo de amigos, por exemplo, para trair. Trata-se, ainda, de um sinal de imaturidade emocional, de insegurança e de dificuldade em controlar as emoções e bancar a própria opinião.

Necessidade de autoafirmação

Baixa autoestima inclusive por conta de problemas no relacionamento e sensação de poder ao ser alvo da cobiça de alguém resultam na necessidade de autoafirmação por meio da traição. Funciona como uma espécie de “massagem” no ego para que a pessoa se sinta ou volte a se sentir atraente, interessante ou desejável.

Prazer em “caçar”

Há homens e mulheres que são viciados em sedução, ou seja, têm a necessidade de investir frequentemente no jogo da conquista, mesmo quando estão em um relacionamento sério. Para alguns, aliás, esse mecanismo ajuda até a aquecer a relação (independentemente do par saber ou não) e a alimentá-la.

Tédio

A rotina, para alguns casais, faz bem, porque ela organiza a vida a dois e quando é quebrada (com viagens, surpresas ou jantares românticos, por exemplo) dá um sabor especial à convivência. Mal elaborada, porém, a rotina conduz ao tédio.

Há perda na qualidade da relação e um ou outro pode vir a trair por começar a procurar em outras pessoas o que vem faltando no dia a dia.

Vingança

Em geral, ela ocorre para dar o troco naquele que traiu primeiro e como forma de não se aprofundar em questões problemáticas do relacionamento. No entanto, há quem traia o par como uma forma de represália por algum comportamento ou atitude que provocou desgosto, como não ter dado apoio num momento difícil ou ter escondido algum segredo.

Mostrar aos envolvidos o que realmente desejam

Acontecimentos significativos como acidentes, doenças, mudanças financeiras bruscas e traições podem ser um importante catalisador para que homens e mulheres se deem conta de que podem não estar conduzindo suas vidas como gostariam.

Sentir ciúme excessivo

Muitos ciumentos patológicos acreditam que podem ser traídos a qualquer momento e em qualquer circunstância. De tanto medo que sentem de uma infidelidade, acabam traindo primeiro para ter a sensação de que não serão passados para trás e como um “método” de fazer antes que o outro faça. Porém, o sentimento de culpa pode surgir e aumentar ainda mais a insegurança e o ciúme.

Busca por renovação

Quem trai também pode fazer isso como uma espécie de “pedido de socorro”, e aqui cabe ressaltar, novamente, que trata-se de um processo inconsciente. Ao trair e revelar ou dar um jeito da infidelidade vir à tona, a pessoa quer sacudir o relacionamento e buscar soluções para seus problemas.

Ou, ainda, criar um motivo para que a relação chegue ao fim. Nem sempre a expectativa é cumprida facilmente, mas a traição pode servir, sim, como abertura para inaugurar um novo momento no amadurecimento da relação.

Ajudar a compreender o que falta

Ao buscar entender o que motivou a traição, o casal tem a chance de conversar sobre questões da relação até então negligenciadas, e descobrir quais pontos importantes estavam sendo deixados de lado: fantasias sexuais, demonstrações de afeto, maior atenção, um posicionamento diferente, uma divisão mais justa das tarefas.

Forçar uma conversa ou um confronto necessários

Muitos desejos e frustrações são difíceis de serem explicados. Pequenas reclamações, até frequentes, nem sempre são compreendidas ou levadas a sério. Uma experiência impactante como a traição pode fazer com que ambos deem mais atenção ao que o outro diz.

A traição tem muito a ver com a falta de comunicação. Em geral, ocupa os espaços que se abrem numa relação onde não há diálogo suficiente ou espaço para dividir as insatisfações.

Encerrar um ciclo de sofrimento

Para algumas pessoas, a traição pode incluir apenas sexo, mas para outras, flertar com alguém também pode ser considerado traição. Com a liberdade de interpretar a infidelidade como desejamos, ainda somos muito otimistas de que isso nunca vai acontecer com a gente.

A estratégia mais básica para manter um bom relacionamento, é evitar iniciar o ciclo, em vez de tentar interrompê-lo depois. É preciso expressar as emoções e conversar sobre os incômodos.

Importa também manter em dia o pacto e as combinações, se uma parte não tem condições de cumprir o combinado, é melhor conversar e mudar o pacto, em vez de desrespeitá-lo continuamente.

A ideia é mais explicar ao outro o que se sente, menos fazer críticas. Casais devem atentar para todas as formas de infidelidade e considerá-las sinais sérios. Melhor que tentar resistir às tentações é impedir que elas proliferem.

Para o bem ou para o mal, a traição pode ter o efeito de um desfecho: sacudir de vez uma relação problemática e motivar o casal a reinventá-la ou jogar a última pá de terra que faltava para enterrá-la de vez, libertando os dois para seguirem em frente.

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